15 de março de 2011

Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

 
 
Para Polly

3 comentários:

  1. oi Josy... amei ver esse poema por aqui... esse foi o primeiro poema que eu li e foi paixão eterna

    bjkssssss

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  2. Passeeei para dar uma espiadinha e me apaixonei pelo seu blog!
    Sempre que possivel estarei aqui fazendo uma visitinha! Beijos

    www.lidivieira.blogspot.com

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